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Entfernung

21,31 km

Höhengewinn

583 m

Schwierigkeitsgrad

Mäßig

Höhenverlust

602 m

Max. Höhe

1.382 m

Trailrank

51

Min. Höhe

936 m

Trail Typ

Einfach

Zeit

6 Stunden 49 Minuten

Koordinaten

1809

Hochgeladen

11. Juni 2020

Aufgezeichnet

Juni 2020
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1.382 m
936 m
21,31 km

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bei Casais, Viseu (Portugal)

GR47 - GRANDE ROTA DE MONTEMURO: São Pedro do Campo à Gralheira (pernoita)

ETAPA 2/3: São Pedro do Campo à Gralheira (21,3 kms)
- Após pernoitar no belíssimo espaço envolvente à Capela de São Pedro do Campo, a etapa seguinte tinha como destino aquela que é conhecida por "Princesa da serra": a bela aldeia da Gralheira, situada a 1105 mts de altitude;
- Por se tratar de uma travessia, este é um trilho linear. Apresenta marcações ao longo do seu traçado embora, por vezes, as mesmas não sejam evidentes. Outra situação a ter em conta prende-se com o facto de a sinalética ao longo desta rota ter informações desfasadas da realidade, ou seja, a quilometragem nelas referida não está de acordo com a realidade medida no terreno. Não percebemos a que se deve este desfasamento, mas o que constatamos por unanimidade (e foram vários os aparelhos GPS a registar o percurso), é que, a partir da capela da Senhora do Castelo (1ª etapa), existe uma inflação do número de kms a percorrer, situação essa que se vai repetindo placa após placa, ao longo do trilho. Em média são, pelo menos, mais 4 kms de erro. Ora, quando já se percorreu uma grande distância, todos os metros contam. E informações erradas é coisa que se dispensa. É pena constatarmos uma situação destas que evidencia, claramente, uma falta de rigor da parte da empresa/entidade responsável pela marcação e informação deste trilho/rota. Isto, associado à quase ausência de informação online, não augurava boas perspetivas para a aventura. Felizmente, e com atenção redobrada no caminho, não houve especiais contratempos. No entanto, para evitar dissabores, recomenda-se absolutamente o uso de GPS (ou um bom estudo de cartas militares);
- Com início no parque envolvente à Capela de São Pedro do Campo, e fim no parque fluvial da aldeia da Gralheira (local escolhido para pernoita), esta etapa decorre agora pela encosta nascente do vale do rio Aveloso, atravessando a povoação com o mesmo nome. Neste ponto lamenta-se o facto de as marcações do GR circundarem a aldeia, evitando passar pelo seu casario. É algo inexplicável, pois seria muito interessante poder cruza-la e contactar com os seus poucos habitantes, já de si isolados pela localização geográfica onde se encontram a viver. Não se percebe tal opção que, refira-se, já havia evitado a Capela de São Pedro do Campo, mantendo-se as indicações sempre no estradão ao largo do parque. Nós fizemos o merecido e muito justificado desvio a esse carismático local. Lamentável, é o mínimo que posso dizer! Após sair da aldeia de Aveloso, ascende-se até ao planalto da serra de Montemuro e, consecutivamente, cruza-se a portela conhecida por Portas de Montemuro, local sobranceiro ao deslumbrante vale do rio Bestança, a norte, com vistas até ao Douro e às serras do Gerês e do Marão. Para sul, avista-se o vale do Paiva e algumas das serras do centro de Portugal (serra da Estrela, Caramulo e o maciço da Gralheira). Continuando depois até ao ponto mais elevado desta travessia, o Pico do Talegre, ponto mais alto das Montanhas Mágicas, com 1381 mts. Deste ponto panorâmico, enceta-se uma suave descida até à aldeia da Gralheira, local escolhido para a segunda pernoita desta travessia. Por opção, decidiu-se pernoitar no Parque de Lazer, junto à praia fluvial, local com várias infra-estruturas tais como WC, fonte e mesas de pedra, com ótimas condições para relaxar e, se as temperaturas ajudarem, a tomar um refrescante banho nas águas do rio Cabrum. A sombra proporcionada pelas árvores também permite obter mais abrigo e conforto para enfrentar as noites frias da serra. Também por opção, como forma de evitar mais peso nas mochilas, jantou-se no restaurante "Recanto dos Carvalhos", local extremamente aprazível e que permitiu momentos de relaxe e desfrute animado em volta de um suculento repasto ricamente confecionado com um dos ex-libris desta região: a carne arouquesa;
- Misto de estradões (tout-venant), calçadas de pedra e caminhos rurais;
- Trilho com características moderadas, ainda que com alguns desníveis acentuados a vencer assim como a distância percorrida maioritariamente em piso de "Tout-venant";
- No período estival devem ser tomadas medidas de protecção solar pois todo o percurso é muito exposto. Também não é fácil encontrarem-se pontos de água, pelo que se deve ir prevenido. No entanto, na povoação de Aveloso é possível abastecer água, assim como nas Portas de Montemuro existe um pequeno café / restaurante onde se pode fazer uma paragem retemperadora de energias e também abastecer água fresca;
- Esta segunda etapa, do ponto de vista físico, é menos exigente que a anterior. Porém, também apresenta longas subidas, embora com um desnível positivo muito inferior, cerca de 583 mts. As vistas panorâmicas continuam a proporcionar paisagens de perder de vista;
- É, sem dúvida, uma experiência altamente recomendável para quem procura aventura na natureza aliada a desafio físico. E o parque de lazer da Gralheira permitiu o merecido descanso (assim como um retemperador banho bem "fresquinho").


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- SERRA DE MONTEMURO
A Serra de Montemuro é a oitava maior elevação de Portugal Continental, com 1382 metros de altitude. Situa-se nos concelhos de Arouca, Cinfães, Resende e Castro Daire e Lamego (distrito de Viseu) e entre as regiões do Douro Litoral e da Beira Alta. A altitude média é de 838 metros. Está compreendida entre o rio Douro, a Norte e o rio Paiva, a sul, confina com a cidade de Lamego. O ponto mais alto da serra é denominado por Talegre ou Talefe, a 1.381 metros de altitude. Toda a serra tem bastante relevo e é íngreme praticamente de todos os lados. A serra é povoada até cerca dos 1.100 metros de altitude, as aldeias encontram-se espalhadas por toda a serra, mas quase sempre perto de cursos de água, como o rio Bestança que a divide na direcção Sul-Norte. A Serra de Montemuro, faz parte da 1ª fase da lista nacional de sítios da rede natura 2000. Está classificada como BIÓTOPO CORINE, com designação de Serra do Montemuro/Bigorne. Na descrição que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) faz, destaca-se a grande biodiversidade, resultado do bom estado de conservação dos vários tipos de habitat que aí se encontram representados – alguns deles de considerável valor conservacionista, como as turfeiras activas (habitat prioritário-) e mais concretamente a vasta comunidade de vertebrados, da qual fazem parte inúmeras espécies com estatuto de ameaça, como, por exemplo, o lobo (Canis lupus). De acordo com Censo Nacional de Lobo 2002-2003, a Serra de Montemuro é um dos últimos refúgios desta espécie a sul do Douro. A escassez de presas naturais e domésticas, assim como a pressão exercida pela construção de Parques Eólicos (abertura de acessos e aumento a perturbação humana), constituem os principais factores de ameaça. Existem praticamente em toda a serra, diversas espécies de aves, como por exemplo: as perdizes (Alectoris rufa), galinholas (Scolopax rusticola), águia de asa redonda (Buteo buteo), pombo-trocaz (Columba palumbus), melro preto (Turdus merula), mocho d´orelhas (Otus scops), tentilhão comum (Fringilla coelebs), estorninho preto (Sturnus unicolor), rouxinol comum (Luscinia megarhynchos), mas para além destas aves existe muitas outras, mas estas são as que mais se vêm, e são as mais comuns na serra. Em toda a serra são comuns mamíferos, como os musaranhos (Crocidura sp.), a toupeira (Talpa occidentalis), o coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus), a fuinha (Martes foina), a lebre (Lepus granatensis) e a raposa (Vulpes vulpes), javali (Sus scrofa), doninha (Mustela nivalis), texugo (Meles meles). Ao javali, são organizadas caçadas, mas pelo que consta são ilegais. Na serra existetambém a ameaçada víbora cornuda (Vipera latastei), que é umas das duas únicas cobras venenosas perigosas que ocorrem em Portugal (a outra é a víbora-de-seoane). O seu veneno pode ser fatal em crianças, idosos ou pessoas debilitadas. Num adulto saudável a mordedura é muito dolorosa, mas em geral não é fatal. Ainda existem os caçadores de víboras, que ilegalamente capturam espécimes dos quais aproveitam apenas a cabeça. Esta situação tem contribuído para piorar a sua situação no nosso país (actualmente é uma espécie com estatuto de ameaça vulnerável). A flora de toda a Serra de Montemuro é bastante rica. Nas encostas da serra, mas praticamente no fundo da serra predominam as plantações de pinheiro (Pinus pinaster), acompanhado do carvalho-roble ou carvalho-alvarinho (Quercus robur) e o castanheiro (Castanea sativa), sendo que este último nunca aparece acima dos 1.000 metros. Nas margens dos ribeiros predominam o amieiro (Alnus glutinosa), o salgueiro (Salix spp.), a borrazeira branca (Salix salvofolia), a borrazeira preta (salix atrocinerea) e o freixo (Fraxinus angustifolia). Na “Crista da Serra”, acima dos 1000 metros, encontra-se uma vegetação arbustiva, onde predominam o tojo (Ulex spp) e as urzes, como a urze vermelha (Erica australis), a urze branca (Erica arborea), a queiró (Erica umbellata), sargaço branco (Cistus psilosepalus), a giesta branca ou giestas das serras (Cytisus multiflorus), e os fetos (Asplenium spp.). A carqueja (Pterospartum tridentatum), encontra-se por toda a serra, mas é mais frequente no lado Sul onde chega a ocupar grandes espaços. Existe uma espécie pouco vulgar nesta região, que é o piorno bravo (Echinospartum lusitanicum), é uma espécie vulnerável, encontra-se a 1317 metros de altitude, na parte sul da Serra, e encontra-se ainda a 1370 metros. Esta espécie floresce no início do mês de Junho. As espécies arbóreas variam consoante a formação geológica, como por exemplo, o azevinho (Ilex aquifolium), que é uma espécie rara e protegida, o amieiro e o salgueiro.


- GR47: GRANDE ROTA DE MONTEMURO
O percurso pedestre da Grande Rota de Montemuro conta com 57 km de extensão, cruzando uma das mais desconhecidas serras de Portugal. Tem duas variantes que fazem a ligação às vilas de Cinfães e Resende, com 9,1 e 13,9 km, respetivamente. Os principais locais de passagem são o alto de Nossa Senhora do Castelo, as Portas de Montemuro, o vale do rio Bestança, a aldeia da Gralheira, a Lagoa D. João, a Igreja de São Martinho de Mouros, que integra a Rota do Românico, e Porto de Rei, nas margens do rio Douro.
Distância: +-57 kms
Duração: 18h00
Tipo de percurso: travessia
Desnível acumulado: +1830mts / -1980mts
Nível de dificuldade: difícil


LINKS PARA AS RESTANTES ETAPAS:

GR47 - Grande Rota de Montemuro - ETAPA 1/3


GR47 - Grande Rota de Montemuro - ETAPA 3/3

Wasserstelle

fonte

Wegpunkt

linha de água

Wegpunkt

Aveloso

Aussichtspunkt

panorâmica vale do Aveloso

Wegpunkt

Parque Eólico de Cabril

Aussichtspunkt

panorâmica vale do Bestança

O Bestança é um vale como já não existem muitos, um espaço de natureza mágica e inspiradora. Integrado, na sua maioria, na serra do Montemuro, encontra-se igualmente abrangido pela classificação de sítio da Rede Natura 2000 justificando a riqueza da biodiversidade que possui.
Aussichtspunkt

panorâmica 'Portas de Montemuro'

Local de passagem milenar, as Portas do Montemuro são um ponto privilegiado para observação da morfologia e da paisagem da serra do Montemuro. A sul, com encostas declivosas, pode-se observar o vale do Paiva e avistar algumas das serras do centro de Portugal, como a serra da Estrela, o Caramulo e o maciço da Gralheira. A norte destaca-se o espetacular vale de fratura do rio Bestança que nasce aqui perto, estendendo-se na paisagem até desaguar no Douro, bem como as serras do Gerês e Marão. As Portas do Montemuro situam-se na parte mais alta da serra, e apresentam características muito particulares devido às rigorosas condições atmosféricas aqui registadas. Neste local, no meio de pedras e penedos das mais variadas formas, pode-se encontrar diversa flora peculiar e rara, como o narciso-das-asturias, endemismo ibérico protegido que surge em serras do norte peninsular de maior altitude, e que aqui brota pontualmente em fissuras entre as rochas com maior humidade. Também espécies endémicas florescem nesta paisagem, como a margarida-das-rochas, a caldoneira e o pólio-das-rochas. Relativamente à fauna, nestas duras condições podemos observar espécies como o sardão, a víbora-cornuda, o peneireiro ou o raro melro-das-rochas.
Sakralbau

Capela da Nossa Senhora do Amparo

Neste local encontra-se erigida a capela da Nossa Senhora do Amparo, construída em 1758, assinalando um lugar de culto de vários séculos. Conhecidas também por “muro”, supõe-se que as muralhas das portas sejam vestígios de um povoado fortificado da Idade do Ferro (1200 a. C.), pertencente ao período da cultura castreja. Posteriormente foi utilizado na época romana e, mais tarde, pelas forças de D. Afonso Henriques nas batalhas da Reconquista.
Verpflegung

café / restaurante Estrela da Serra

Wegpunkt

Parque Eólico de Pinheiro

Wegpunkt

Baldio de Faifa

Na envolvente do Pico do Talegre estão presentes espécies e habitats de grande importância. As condições extremas que aqui se verificam, devido à elevada altitude, obrigaram as diferentes espécies que aqui encontramos a adaptações notáveis. Nas zonas de depressão, onde a acumulação de água é maior, surgem os cervunais, locais pobres em nutrientes onde se desenvolve uma diversidade florística notável. Estes prados de proteção prioritária, que se caraterizam pelo domínio de cervum, alojam espécies importantes como a genciana, sendo também um importante refúgio para muitas espécies de invertebrados.
Gipfel

Pico do Talegre

Sobre um domo rochoso que se eleva das entranhas da serra do Montemuro, o Pico do Talegre é o ponto mais alto das Montanhas Mágicas, com 1381 metros. Daqui avista-se grande parte das serras do norte de Portugal, desde as mais longínquas como a Estrela a sul e o Gerês a norte, às mais próximas, como o maciço da Gralheira, o Caramulo ou o Alvão. Daqui também é possível perceber, nos relevos da paisagem, os vales do Douro, Paiva, Vouga e, mais perto, o fantástico vale de fratura do Bestança. Na envolvente do Talegre podem-se observar belas e diversas formas graníticas esculpidas pelo tempo, como pias, bolas gigantes, fissuras ou sulcos lineares. No domo rochoso, sobre a conhecida laje gorda, pode-se observar a caldoneira que, na serra do Montemuro, é muito rara. Esta planta, preparada para as duras condições de alta montanha, é comum nas montanhas ibéricas. Nesta dura paisagem serrana também estão presentes espécies como o enigmático lobo-ibérico, a víbora-cornuda, o tartaranhão-azulado ou o melro-das-rochas.
Wegpunkt

Alminhas

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