Zeit  ein Tag 7 Stunden 57 Minuten

Koordinaten 4937

Hochgeladen 27. Juli 2019

Aufgezeichnet Juli 2019

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1.435 m
851 m
0
8,4
17
33,51 km

angezeigt 25 Mal, heruntergeladen 5 Mal

bei São João da Chapada, Minas Gerais (Brazil)

Travessia pela Serra do Espinhaço, iniciando no distrito de São João da Chapada e finalizando na praça do bairro Rio Grande, em Diamantina. A caminhada passa pela Serra da Guiné, vale do Rio Pinheiro, Parque Estadual do Biribiri e vilarejo homônimo, Serra dos Cristais e Caminho dos Escravos. Como atrativos principais podemos listar a praia e a pequena cachoeira no Rio Pinheiro, o vilarejo de Biribiri, a Cachoeira dos Cristais e o trecho final pelo Caminho dos Escravos.

LOGÍSTICA:
Para esta travessia nos deslocamos em veículo próprio até Diamantina, deixando-o estacionado na praça do bairro Rio Grande. Fretamos um carro que nos levou até São João, distante aproximadamente 35km do ponto de onde partimos. Ao final, terminamos a travessia onde o veículo estava estacionado.

De outra forma, a partir de Diamantina, o caminhante pode optar por tomar um ônibus até São João, da viação SintimTur. Deve-se, no entanto, ser observado o horário, já que esse trajeto não é feito na parte da manhã em nenhum dia da semana. Portanto, para quem está sozinho ou não possui condições de fretar um veículo até São João, sugiro que faça a travessia no sentido inverno, tomando o ônibus São João x Diamantina ao final da caminhada (checar horário!)

A TRAVESSIA:
O trajeto foi feito em dois dias e uma noite.

1º dia - São João x Pinheiros:

Começamos a caminhar pouco antes das 10, saindo do cemitério de São João. A princípio vamos descendo por uma trilha com alguns trechos sujos, passando por uma capoeira. As muitas bifurcações e a trilha suja exigem alguma atenção com a navegação neste primeiro trecho. Na primeira bifurcação deve-se tomar o caminho da direita e cruzar o Córrego da Guiné ainda pequeno.

A caminhada se dá por aclives e declives bem suaves, falsos planos, e por vários trechos o solo é arenoso, tornando a caminhada um pouco mais pesada. O visual no planalto da Serra da Guiné é bem interessante, com diversos afloramentos rochosos ao redor.

Depois de passar por uma porteira, a trilha avança por um trecho de cerrado, com alguma oferta de sombra, descendo até o fundo do Córrego da Formiga, onde há duas casas, uma de cada lado. Neste ponto fizemos uma parada mais demorada para lanchar e descansar.

Após o Formiga a caminhada segue por uma estradinha em condições medianas, porém com alguns trechos precários. Algumas centenas de metros após cruzar um lajeado, por onde desce um pequeno afluente do Córrego da Formiga, deixamos a estradinha para seguir numa trilha ampla à direita. A trilha na verdade, é uma antiga estradinha bem precária, que desce em direção ao Rio Pinheiro.

Após quase 2km de caminhada por essa trilha ampla, é preciso tomar à esquerda numa bifurcação e a trilha continua a descer em direção a um capão de mata. Logo que entramos na mata cruzamos o Córrego do Cocho, onde abastecemos. A caminhada segue bem sombreada até próximo ao restos do garimpo, onde sai novamente em um misto de campos rupestres e cerrado.

Depois de cruzar uma tronqueira, passamos por um filete de água e deixamos a trilha principal para seguir um caminho mais sujo à direta, que é um atalho para o Rio Pinheiro. A trilha suja avança pela capoeira e nos leva a um afloramento rochoso, por onde subimos e logo descemos, saindo nas margens do rio.

O rio é bem espraiado, tornando a travessia fácil e segura, principalmente na época de seca. Armamos acampamento na outra margem, após a cerca.

Neste dia caminhamos 13,9km.

2º dia - Pinheiros x Diamantina

Saímos do acampamento às 09:00. Subimos por um pasto com capim baixo e seco, pegando alguns rastros de trilha de vaca até a cerca no topo do morro. Saltamos a cerca e continuamos por trilha e, depois, por um pasto até outra divisória. Após pular mais uma cerca, interceptamos uma trilha principal, mas continuamos a seguir na direção sul, tomando um caminho mais sujo.

A trilha segue em aclive, cruzando um trecho de cerrado até interceptar a estradinha mais a frente, já próximo a entrada do PE Biribiri. Logo após o mata-burro tomamos à esquerda em uma bifurcação. Daí em diante seguimos por uma estradinha sem movimento de veículos até o vilarejo de Biribiri, onde chegamos 10:50. Pausa para lanche no Bar do Adilson.

Retomamos a caminhada 11:55 e chegamos à Cachoeira dos Cristais 12:48. O local estava um pouco movimentado, já que o acesso por carro é bem fácil. Depois de um refresco nas águas geladas do córrego dos Cristais retomamos a caminhada às 13:50. Tomamos a trilha em direção ao topo da cachoeira, seguindo pelo trilho batido que agora integra o roteiro da TransEspinhaço. A trilha leva a um capão de mata e dentro dele tomamos à direita numa bifurcação, cruzando o Córrego dos Cristais em um trecho raso.

Após atravessar o córrego, continuamos pela trilha bem demarcada que leva também à cachoeira da Sentinela e portaria do Biribiri. Próximo ao KM 25 deixamos a trilha batida, que leva à portaria e à cachoeira para seguir por uma trilha discreta e suja, que nos leva ao topo da Serra dos Cristais. A caminhada segue em constante aclive, alternando trechos de trilha mais suja com outros de trilha consolidada.

Cruzamos o Córrego dos Cristais mais uma vez e andamos em um trecho meio alagado da trilha, devido a um desvio do curso d'água. Depois de contornar um afloramento rochoso, a trilha entra em um trecho mais característico de cerradinho, onde torna a ficar suja. Seguimos até próximo a uma cerca, de onde é possível ver a UFVJM. Neste trecho, a trilha que já era suja alguns anos atrás, praticamente desaparece. Com ajuda do facão foi possível cortar alguns arbustos e pequenas trepadeiras, seguindo o leito da antiga trilha.

Talvez, neste ponto, o mais interessante seja atravessar a cerca e passar a caminhar pelo pasto/capoeira, onde o caminho está mais limpo. Por outro lado, o trecho de trilha mais fechada é curto, com aproximadamente 700 metros.

Após esse trecho com muitos arbustos fechando o caminho antigo, saímos no leito de uma estradinha abandonada, por onde a caminhada segue sem dificuldades. Tomando atenção com as várias bifurcações neste trecho final da rota, chega-se rapidamente ao Caminho dos Escravos, o qual seguimos até o seu fim, em Diamantina.

Este trecho final é praticamente em declive constante e a trilha é bem demarcada, embora existam diversas bifurcações do outro lado da BR. A parte final da caminhada já é na parte urbana de Diamantina, pelos bairros periféricos até a chegada à praça do Rio Grande.

Neste dia caminhamos 20,6km.

CONSIDERAÇÕES:

- Comece a caminhar cedo nos dois dias, de preferência antes das 8h. Assim é possível aproveitar com tranquilidade os banhos de rio e cachoeira;

- Travessia feita em julho, período de seca, e havia boa disponibilidade de água pelo caminho. Uma garrafa de 1L por pessoa é suficiente (claro que depende do preparo físico e do metabolismo de cada um). Pontos de água estão marcados no tracklog;

- Poucos trechos sombreados pelo caminho, protetor solar e chapéu são itens obrigatórios;

- Há sinal de celular em São João, Biribiri e na parte final da rota, a partir dos pontos mais elevados da Serra dos Cristais.

- Sobre as rotas de fuga, o primeiro dia atravessa áreas bem remotas e com pouquíssimo movimento de pessoas. Talvez seja possível pedir algum socorro nas casas a margem do Córrego das Formigas (se tiver alguém lá, é claro) ou nas propriedades próximas ao Rio Pinheiro, já no fim do dia. No 2º dia possíveis pontos de apoio podem ser a vila de Biribiri, onde há sinal de celular, ou a comunidade de Pinheiro, onde existem algumas casinhas. A estrada de terra entre Pinheiros e Diamantina possui algum movimento de veículos.

- O acampamento foi feito em área particular, no entanto em uma área mais afastada e com discrição.

- NÃO FAÇA FOGO, LEVE SEU LIXO DE VOLTA e FECHE AS CANCELAS/TRONQUEIRAS QUE PASSAR. Seja gentil com os moradores locais e peça licença para atravessar as propriedades.

1 comment

  • Foto von carla_graziele29

    carla_graziele29 31.07.2019

    Excelente registro. A caminhada é linda e vale muito a pena! Até as próximas companheiro de trilhas!

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